Esfoliação Física vs Química: qual escolher
Esfoliação física e química têm objetivos diferentes. Veja quando usar cada uma sem agredir.
Esfoliação física (com grãos ou escovas) e esfoliação química (com ácidos) têm propósitos diferentes — não são alternativas. Cada uma tem indicação específica, e em 2026 a preferência dermatológica vai pra química, mas a física tem seus usos.
Esfoliação física
Remove células mortas mecanicamente com grãos, escovas ou esponjas.
Quando usar
- Pele normal sem condições específicas
- Antes de aplicar autobronzeador
- Lábios e corpo (não rosto delicado)
Quando NÃO usar
- Pele acneica (espalha bactérias)
- Rosácea (agrava vermelhidão)
- Pele sensível
- Após procedimentos estéticos recentes
Esfoliação química
Usa ácidos para dissolver o cimento entre células mortas, removendo-as sem fricção.
Tipos de ácidos
- AHA (alfa-hidroxiácido): ácido glicólico, lácrico — atuam na superfície. Bom para textura e brilho
- BHA (beta-hidroxiácido): ácido salicílico — penetra nos poros. Bom para acne e oleosidade
- PHA (poli-hidroxiácido): ácido glucônico, lactobionic — versão suave. Bom para pele sensível
- Ácido mandélico: indicado pra pele negra (menos risco de hiperpigmentação)
Concentrações
- Iniciante: 5% AHA ou 1% BHA, 1-2x por semana
- Experiente: 10% AHA ou 2% BHA, 2-3x por semana
- Profissional/peeling: 30%+ — apenas em consultório
Como integrar na rotina
- Sempre à noite (esfoliantes deixam pele mais sensível ao sol)
- Após limpeza, antes de hidratante
- FPS obrigatório no dia seguinte
- Frequência: 1-3x por semana, dependendo da concentração
- Nunca com retinol no mesmo dia
Erros comuns
- Esfoliação física diária — agride a barreira cutânea
- Concentração muito alta sem adaptação
- Pular FPS — manchas garantidas
- Combinar ácidos diferentes na mesma noite
- Esfoliar em pele acneica ativa com grãos
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